Outros hóspedes trazem flores, mas Yves Saint Laurent presenteou Marrakech, a cidade que o acolheu em 1966, com o Jardim Majorelle. Saint Laurent e seu parceiro, Pierre Bergé, compraram a villa azul-elétrica e seu jardim para preservar a visão de seu proprietário original, o pintor paisagista Jacques Majorelle, e mantê-lo aberto ao público. O jardim começou a ser cultivado em 1924 e, graças ao etnobotânico marrakechês Abderrazak Benchaâbane, a miragem psicodélica do deserto, com suas 300 espécies de plantas de cinco continentes, continua sendo preservada.
Mesmo que você não seja um grande fã de plantas, visite o ateliê art déco de Majorelle, que abriga o Museu Berbère, o qual exibe o rico panorama dos habitantes indígenas do Marrocos por meio de cerca de 600 artefatos. De longe um dos museus mais belamente organizados do país, a coleção inclui peças em madeira, couro e metal, têxteis, instrumentos musicais, objetos religiosos e uma exposição dos diversos trajes tradicionais regionais. O destaque fica por conta da sala octogonal espelhada, de um preto profundo como a noite, que exibe uma suntuosa coleção de joias cinzeladas, filigranadas e esmaltadas, que se refletem infinitamente sob um céu estrelado do deserto.
Do museu, você sai para a boutique com seus belos livros de arte e lembrancinhas caras: chinelos azuis Majorelle, perfumes e almofadas bordadas com YSL.
O Museu Yves Saint Laurent foi inaugurado ao lado.

